sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Não...
quero amores momentâneos, prosas recicladas nos delineares de uma alma.
Não...
procuro figuras crescentes em sombras ausentes com formas em assíduas vertentes.
Não...
quero a acides de seu gosto passando em meu corpo dizendo caricias de amores duraveis
Não...
quero seu sono, sua cólera e pranto, sua magoa nem sua lucidez nos dias vindouros


Procuro tua alma envolta em meu ser, não mais do que ter a moléstia de quem não se perdeu.
Distingue-se a voz, serena ou algoz, de prosas a sós.
Difere sua rima, de acordo com a minha lavrando minha vida seguindo tua sina.


Se quereres meu corpo, terás minha alma, pois mais que eu te queira minha vida se acaba.




Poema inacabado...



3 comentários:

Ciro disse...

Eu não sei quanto aos outros que o lerem, mas esse poema pra mim pode ter dois sentidos, usando esse "não". E acho que foi realmente essa sua intenção, Noé! Bem bolado, parabéns!

Carlos Filho disse...

To com o Cirão!

Use o Não, ou sim! hehehe

Muito bom, Noé!
t mais!

Flavio Carvalho disse...

Muito bom noé.

belo poema!!

Abraços.