Janaina estudava há dias para sua prova, onde seria efetivada na repartição e seu salário aumentaria muito, não tendo tempo nem para seu filho Matheus, nem o marido Jorge, que depois soubera que com o salário de Janaina, poderia pedir demissão do escritório e montar seu próprio negocio.
Janaina parecia cansada, já quase desistindo de tal prova. Querendo apenas descanso pelo esforço que parecia em vão e não resultaria no tão sonhado plano de todos da família.
Tudo estava tranqüilo, estudo, trabalho, o mesmo de sempre, apenas com a missão do grande esforça de Janaina.
Sete dias antes da prova Matheus chegando da escola é surpreendido pela mãe na sala, ele dizendo: “Mamãe, passe na prova”. Ela vendo a cena com ternura o abraça e sente suas costas molhada, virando para constatar repara sua camisa toda ensangüentada.
Na hora não ouve ligação dos fatos, dissera Matheus que se machucou no portão da garagem, mas não se lembrava como. Apenas que se machucou no portão.
Aos poucos, algumas respostas chegavam juntamente com o medo e o desespero da família.
À noite, ouviu-se um grito no quarto de Matheus, Jorge estando na cozinha chegou mais rápido que Janaina, onde os dois presenciaram o garoto se contorcendo e um corte em sua barriga e na tela do computador puderam ler a mensagem: “Passe na prova ou as conseqüências serão drásticas”.
Janaina e Jorge não achavam respostas.
- Quem faria isso? -Desesperava Janaina
Não encontravam nenhuma resposta, o que teria a ver o fato da prova com tal atitude?
E assim foram todos os dias antes da prova. Marcas de cortes, gritos. Não havia jeito. Mesmo Janaina e Jorge dormindo com o garoto as marcas aparecias, os gritos aconteciam. Policia envolvida no caso, todo um mistério, as respostas não eram sanadas. A mãe de Janaina freqüentava um centro espírita, com a certeza de ser um espírito ou algo do além.
Janaina se sentia obrigada a estudar, mesmo com a cabeça tumultuada sabia que as ameaças eram verdadeiras e se não passasse o pior poderia acontecer. Mas por que daquilo tudo? Bilhetes sempre deixados pela casa, ameaças contra o garoto caso não passasse na prova, todos bilhetes diziam que tal falha a morte do garoto seria inevitável. Mesmo com policias rondando a casa ou qualquer proteção. Seria feito!
E foi assim até o dia da prova, quando Janaina com todos os problemas sentiu no exato momento que não conseguiria fazer a prova. Depois do exame Janaina espalhou que se saiu bem, mas querendo arquitetar um plano de fuga com seu filho. Fugir pra bem longe, não contar o rumo a ninguém.
No dia do resultado, com toda proteção possível, Policiais deixando na casa apenas Matheus, Jorge e Janaina, isolando tudo, não deixando ninguém se aproximar, com medidas de segurança, táticas, todos em seus postos.
A espera era dolorosa, principalmente pra família, que queriam o mais rápido possível achar o culpado para tal barbárie.
Janaina e Jorge estavam no quarto com Matheus, apenas a luz do abajur os iluminavam. A tensão juntamente com o medo incontrolável se fazia presente.
O previsto é esperado. No meio da noite ao lado de Janaina ouve-se um estouro. Muito assustada Janaina abraça fortemente seu filho e grita desesperadamente por ajuda. Quando toda a equipe adentra o quarto e se deparam com uma morte. Uma morte não fora evitada. Era Jorge, com um tiro em sua cabeça e a seu lado encontra-se um bilhete.
“Você falhou, Janaina. A covardia de cumprir minha promessa quanto a morte de meu filho não chega a ser pior do que viver com o fracasso e a vergonha dessa vidinha de merda que levamos, eu prefiro a morte e q seja a minha”.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
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3 comentários:
Credoincrúis!!! Que raciocínio distorcido o desse cara, hein?! Se queria vida melhor por que ele mesmo não foi atrás?! Talvez pela velha mania que a gente tem de colocar nossas reponsabilidades, vontades e expectativas nos ombros dos outros... Ainda bem que houve uma morte no final... rsrsrs
O loko, meu! Já estava gostando do decorrer do texto, mas quando cheguei ao fim... que baque!!!
Muito bom mesmo! Pressão total pra cima da pobre Janaína!
Seu sobrinho deveria escrever mais vezes, Noé!
Grande abraço!!!
Muito boa, Noé,
cheguei até a pensar
que fosse coisa do próprio menino,
algo psicosomatizado, hahahahaha,
abraços
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